Amigo leitor, vivemos um momento único,
em que as evidencias das mudanças climáticas
e seus efeitos sobre a vida humana começam a ganhar
destaque. Essas mudanças já chegaram ao mundo
real. Você já deve ter se deparado com dizeres
que estejam relacionados diretamente às mudanças
climáticas, como, por exemplo: que tempo louco é
esse! Ora faz frio, ora faz calor! Em pleno inverno, o calor
está terrível! Nem parece que estamos no verão,
pois faz frio! Tais fatos fazem com que, no atual momento,
tenhamos a sensação de fragilização
da humanidade.
Em conversas informais com pessoas mais “vividas”,
estas dizem que, antigamente, o tempo não era assim.
Comentam que as estações do ano eram mais bem
definidas. Há até aqueles que arriscam em afirmar
que estamos caminhando para o fim dos tempos, afinal de contas,
os desastres ambientais envolvendo pessoas são cada
vez mais comuns e apocalípticos, pois as notícias
logo chegam através da mídia e assusta a todos.
É, meus amigos, as dúvidas prevalecem
e são inúmeras. Contudo, a única certeza
que podemos ter é que, parte disso que estamos vivenciando,
é o reflexo de nossas agressões ao meio ambiente.
Muitas catástrofes são anunciadas com antecedência,
já que, o meio ambiente sinaliza que algo está
errado, mas o homem persiste desrespeitando. Como li em um
dos artigos do consultor de empresas, Faustino Vicente, “a
natureza não reclama dos maus tratos – vinga-se”.
Algumas perguntinhas incômodas podem
ser feitas para refletirmos sobre a garantia da nossa própria
existência: Por quantos séculos atravessamos
desrespeitando a natureza? O que ainda pode ser feito para
amenizar a crise ambiental?
Não estamos mais no tempo de ficar
perguntando ou buscando culpados, mas sim, adotarmos medidas
viáveis para baixar carbono. Aqui, como o próprio
título do artigo diz, “é necessário arborizar
e reflorestar!”. Afinal de contas, especialistas alegam que
muito do que vem acontecendo com o clima tem ligação
direta com a emissão de gases de efeito estufa e a
diminuição do verde no Planeta Azul.
Entretanto, a procura da “verdade” é
importante, mas não podemos ficar de “braços
cruzados”. Os princípios da ética ambiental,
não devem ser ignorados, sendo assim, podemos começar
plantando nossa cota individual de verde, preferencialmente,
de árvores nativas, mas, se acaso houver interesse
por inserir uma árvore frutífera na natureza,
será bem vinda.
Em segundo lugar, evitarmos o desmatamento,
o corte e as podas mal feitas nas árvores urbanas,
poderia ajudar a área ambiental. É comum vermos
cidadãos substituindo as árvores que estão
defronte de suas casas e comércios por coqueiros ornamentais,
ou então deixando sem árvores para mostrar suas
fachadas de concreto armado. Indo nesse sentido, as prefeituras
também plantam coqueiros ao invés de árvores
em locais públicos, ou mesmo não plantam nada.
Muitos prefeitos, ainda, patinam na cultura do inviável,
insustentável e, claro, no que lhes rendem mais votos
e mais dinheiro nos seus bolsos. Plantar árvores custa
pouco, então, não desperta interesse nos politiqueiros
mal intencionados. Cabe pensar se custa pouco por que não
fazem um projeto de arborização nas cidades?
Mais áreas verdes é sinônimo
de qualidade de vida. Elas prestam um serviço ambiental
incalculável. O sombreamento e a evapotranspiração
promovem a absorção do calor e aumentam a umidade
relativa do ar.
Portanto, cidadãos preocupados com
a qualidade de vida devem pressionar o legislativo municipal
e estadual em criar leis que viabilizassem a implantação
de um maior percentual de áreas verdes no campo e na
cidade.
Com relação ao poder executivo,
é preciso um choque de gestão nas políticas
públicas, ligando-as ao meio ambiente, em especial,
nesse caso, as áreas verdes. Deve também fomentar
a produção de mudas e desenvolver uma forma
subsidiada de doação das mesmas. As parcerias
e convênios funcionam muito bem nessa área, mas
vale afirmar que, sem as devidas mudas não haverá
o reflorestamento.
Proteger e recuperar o meio ambiente são
ações essenciais para a busca da sustentabilidade.
A recuperação pode ser iniciada pelas áreas
degradadas, pelas áreas de matas ciliares e nascentes,
assim, estaremos reflorestando e protegendo os mananciais
hídricos por meio da cobertura vegetal.
Além disso, é preciso interligar
as matas remanescentes através dos corredores ecológicos.
Assim, haverá a garantia de mobilidade à fauna
e diversidade à flora.
Reflorestar é um projeto a médio
e longo prazos e, para que isso ocorra, é necessário
envolver toda comunidade, prefeituras, empresas, pequenos,
médios e grandes proprietários rurais. A educação
ambiental também é parte integrante nessa tarefa.
Essa nova geração deve ver o verde com outros
olhos, querendo sempre ter as árvores na “vertical”
e não na “horizontal”. Estamos indo para uma nova era,
a era das árvores de pé e não derrubadas.
É necessário estabelecer uma
nova cultura ao homem, já que ele é parte do
meio ambiente e não o centro dele que sempre pensou
e agiu.
Anos atrás presenciei um projeto de
plantio de ipês em uma das marginais da Rodovia Euclides
da Cunha na cidade de Jales (SP). Dia desses, caminhando por
lá, vi os ipês viçosos, bonitos e grandes,
e logo estarão dando flores e mais sementes. Estes
ipês, em breve, estarão embelezando a entrada
principal daquela cidade.
Quem teve a iniciativa de plantar aquelas
árvores tem a grata satisfação de vê-las
crescendo dia após dia e logo dando flores, sementes
e sombra. As cifras em real (R$) para plantar aquelas árvores
foram pequenas, creio que custou quase nada. Melhor dizendo,
custou apenas a força de vontade cidadã de algumas
pessoas e a vontade política dos políticos e
assessores que recebem seus salários provenientes do
nosso sagrado imposto para garantir nesse caso a minimização
do que já foi deteriorado por séculos.
Então, chega de pessimismo, mas a crítica
realista é necessária. Precisamos de determinação,
fôlego e capacidade para realizar projetos que amenizem
os problemas ambientais, assim, reveremos essa grave situação.
Finalizando, deixo o recado final, que se
resume em duas palavras: PLANTE ÁRVORES!
(TRÊS LAGOAS - MS, 01 DE DEZEMBRO DE
2009)