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Por: Wilmar Marçal
Já
faz mais de uma
década que
no estado do Paraná
a população
sofre com os mandos
e desmandos a respeito
das altas taxas
cobradas nos pedágios.
Nenhuma ação
até agora
demonstrou a verdade
dos fatos. Promessas,
retóricas
e bravatas têm
sido a tônica
de “politiqueiros”
que prometem, ameaçam
e nada fazem. São
cúmplices
da sacanagem porque
escondem da opinião
pública a
verdadeira face
da concessão
das praças
de pedágio.
Às vezes
um maluco fura o
bloqueio para despertar
a esperança
de alguns, mas não
passa de simples
encenação.
É cúmplice
também. O
que é preciso
fazer, ou melhor,
trazer a tona, é
a redação
dos respectivos
contratos, além
dos nomes de verdadeiros
proprietários
e seus sócios
nas diferentes praças
concedidas. Quem
se beneficia dos
altíssimos
lucros arrecadados
com as cruéis
cobranças?
Quais foram às
condições
de assinatura desses
documentos? Quais
deputados estaduais
participaram desse
teatro de enganações?
Tudo isto e muito
mais precisa ser
divulgado. A população
do Estado tem o
direito de saber
quem são
os mentores intelectuais
e os participantes
desse consórcio
hereditário
que sangra e não
estanca. Imaginem
o quanto isso representa
no aumento e nos
custos das mercadorias
transportadas pelos
caminhoneiros; pelos
produtores rurais;
pelos viajantes
e pelos profissionais
liberais? Muitos
paranaenses acabam
desistindo das viagens
de lazer e visitas
aos parentes por
causa da taxas.
As famílias
que perderam seus
familiares nos acidentes,
pela péssima
qualidade das estradas,
deveriam resgatar
indenizações
do Estado para que
o Governo aprendesse
a fazer sua lição
de casa. Em outro
aspecto, ainda há
muita informação
escondida nas trevas
de gabinetes: Quais
as condições
de investimentos
com as arrecadações?
Onde está
a lista de benfeitorias?
Quais eram as melhorias
acordadas à
época? Está
na hora de se divulgar,
por meio da imprensa
escrita e digital,
toda a redação
desses contratos
que ludibriam a
boa fé de
quem paga, desafiam
os intelectuais
do nosso judiciário
e fazem muitos governantes
prometerem a alma
e não conseguir
se desgrudar do
diabo. O Paraná
como estado de vanguarda
em muitas conquistas
precisa evitar que
alguns pseudogestores
sobrevivam de política
com atos secretos.
Esta situação
do pedágio
no Paraná
ganhou a imprensa
mundial, não
pelas vidas salvas
nos acidentes pelos
socorristas, mas
pela forma surpreendente
de um casamento
sem possibilidade
de divórcio.
Situação
de humilhação
que exige pagamento
à vista e
somente em dinheiro.
Etapa escura da
história
paranaense que permitiu
o prolongamento
dessa vexatória
novela sem fim,
atingindo a dignidade
de quem deveria
ter assegurado,
pr Lei, seu direito
de ir e vir. Memória
viva e lembrança
fresca serão
fundamentais para
que possamos “dar
nome aos bois e
as piranhas”.
Já passou
da hora de termos
política
sem atos secretos.
*
professor universitário
e ex-reitor da UEL.
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