Por
Ana
Paula
Monteiro
Sustentabilidade,
responsabilidade
social.
Esses
termos
invadiram
o
cotidiano
da
sociedade.
Nos
jornais,
revistas,
televisão
essas
expressões
são
fartamente
utilizadas,
principalmente
pelas
empresas
que
se
autodenominam
sustentáveis,
caracterizada
pela
imagem
de
crianças
plantando
árvores
ou
artistas
vendendo
essa
idéia.
Mas,
cadê
os
fatos?
Porque
a
empresa
x
é
sustentável?
Qual
a
sua
política
de
responsabilidade
social
no
dia
a
dia
dos
funcionários,
na
sua
cadeia
produtiva
e
na
gestão
dos
seus
negócios.
Vivemos
um
momento
em
que
a
imagem
de
responsabilidade
com
o
meio
ambiente
é
representação
de
status,
está
na
moda.
Entretanto,
muitas
empresas
têm
utilizado
a
questão
ambiental
apenas
como
tipo
de
publicidade,
conhecida
como
“Marketing
Verde”,
muitas
vezes
aceita
sem
algum
tipo
de
questionamento.
Esse
tipo
de
indagação
normalmente
não
é
feita
pela
massa,
pois
sequer
sabem
o
que
é
ser
sustentável.
Nos
veículos
de
grande
circulação,
raros
são
os
momentos
em
que
o
jornalismo
ambiental
ganha
espaço
efetivo,
senão
por
tragédias
ou
matérias
requentadas
de
reciclagem
ou
utilização
da
água
e
luz.
Não
que
os
últimos
assuntos
sejam
menos
relevantes,
mas
assim
como
a
cultura,
o
esporte,
a
saúde,
a
política
ou
o
entretenimento
tem
espaço
diário
na
imprensa,
o
meio
ambiente
também
precisa
ter.
As
pessoas
precisam
e
merecem
ser
informadas
sobre
a
questão
ambiental
como
um
todo,
entender
o
contexto
e
suas
relações
com
os
setores
já
mencionados
(política,
cultura,
esporte,
saúde...),
não
dá
mais
pra
tratar
do
tema
de
forma
isolada,
tudo
está
intercalado,
relacionado.
A
abordagem
do
tema
ambiental
dessa
forma
só
contribui
para
uma
sociedade
alienada,
que
não
se
dá
conta
da
emergência
de
iniciativas
públicas,
e
ações
políticas
para
repensarmos
o
nosso
modelo
de
desenvolvimento
atual.
A
participação,
a
cobrança
da
sociedade
é
fundamental
para
que
esse
processo
aconteça.
É
aí
que
entra
a
função
do
jornalista.
O
papel
de
fiscalizar,
denunciar,
evidenciar
o
que
as
pessoas
não
conseguem
enxergar.
Aproximar
o
cidadão
das
informações
necessárias
para
que
ele
possa
adquirir
senso
crítico,
para
que
ele
tenha
ferramentas
e
condições
de
formar
uma
opinião
ou
ao
menos
ter
conhecimento
da
existência
de
determinados
acontecimentos.
Para
que
nós,
jornalistas,
possamos
cumprir
com
o
nosso
papel,
cabe
uma
reflexão
nesse
momento,
será
que
estamos
demonstrando
competência
para
perceber
e
compreender
determinadas
pautas.
Afinal,
jornalismo
é
jornalismo,
seja
no
segmento
ambiental
ou
em
qualquer
outro.
O
que
está
errado?
Será
que
nós
estamos
conscientes
sobre
a
urgência
de
uma
ação
coletiva
e
do
quanto
o
nosso
papel
é
importante
para
despertar
o
interesse
das
pessoas
e
disseminar
a
informação.
Do
contrário
perde
o
sentido,
a
responsabilidade
social
do
jornalismo
vai
pro
brejo.