Se,
até
poucos
anos
atrás,
os
empresários
do
mundo,
em
especial
os
do
Brasil,
pouco
se
importavam
com
o
meio
ambiente,
agora
temos
sinais
claros
de
que
essa
mentalidade
está
mudando.
O
International
Business
Report
2009,
pesquisa
anual
feita
pela
Grant
Thornton
International,
com
7.200
empresas
privadas
de
capital
fechado
(ou
privately
held
businesses,
PHBs)
de
36
países,
inclusive
o
Brasil,
mostra
que
pelo
menos
51%
do
total
das
companhias
estão
dispostas
a
abrir
mão
de
parte
dos
seus
lucros
para
proteger
o
meio
ambiente.
É
uma
grande
mudança
de
paradigma.
Entre
os
brasileiros,
o
índice
de
empresários
dispostos
a
perder
parte
da
rentabilidade
em
prol
da
sustentabilidade
é
um
pouco
menor
do
que
a
média
mundial,
chegando
a
43%.
Mas
é
um
número
bem
alto,
se
comparado
ao
que
se
via
no
passado,
inclusive
em
anos
mais
recentes.
Percebe-se
claramente
que
a
adoção
de
práticas
verdes
e
de
produção
limpa
vem
norteando
o
planejamento
estratégico
de
um
número
cada
vez
maior
de
empresas,
de
todos
os
tamanhos
e
setores.
Esse
processo
de
evolução
da
sociedade
com
relação
ao
meio
ambiente
mostra,
principalmente,
que
o
meio
empresarial
está
percebendo
que
o
consumidor
está
cada
vez
mais
preocupado
com
as
questões
ligadas
à
sustentabilidade
e
está
mais
exigente
também.
A
tendência
é
que
a
pressão
dos
consumidores
aumente
nos
próximos
anos,
levando
o
setor
produtivo
a
mudar
de
atitude,
nem
que
seja
apenas
para
a
preservação
do
próprio
negócio.
De
qualquer
forma,
quem
sai
g
anhando
é
o
meio
ambiente.
Há
mais
um
dado
que
merece
ser
destacado
nesta
análise.
Esses
empresários
perceberam
que,
se
não
cuidarem
da
sustentabilidade,
no
futuro
itens
como
matéria-prima
e
água
poderão
ficar
cada
vez
mais
caros
e
escassos,
elevando
os
custos
e,
consequentemente,
diminuindo
a
rentabilidade
e
a
produção.
A
pesquisa
da
Grant
Thornton
International
mostra
também
que,
entre
todos
os
empresários
ouvidos
na
América
Latina,
56%
garantem
que
adotariam
práticas
ambientalmente
corretas.
Já
37%
preferem
manter
a
rentabilidade.
O
Chile
é
o
país
com
maior
preocupação
ambiental
(89%)
,
seguido
da
Argentina
(80%)
e
do
México
(60%).
A
região
da
Ásia
Oriental
concentra
o
maior
número
de
empresários
dispostos
a
defender
o
meio
ambiente
(61%).
Em
uma
outra
pergunta
da
pesquisa,
à
qual
os
empresários
deveriam
responder
se
consideravam
que
a
comunidade
empresarial
do
seu
país
se
preocupa
ou
não
com
o
meio
ambiente,
foi
feita
uma
média
entre
as
respostas
positivas
e
as
negativas.
A
média
mundial
foi
de
30%.
Entre
os
brasileiros,
esse
número
foi
de
34%.
Isso
demonstra,
mais
uma
vez,
que
o
executivo
brasileiro
se
importa
cada
vez
mais
com
a
sustentabilidade,
com
as
práticas
verdes.
Na
Argentina,
no
entanto,
os
números
não
são
bons,
pois
foi
o
país
onde
essa
percepçã
;o
foi
mais
negativa
–
o
índice
final
ficou
em
-34%.
É
interessante
notar
que
nos
países
onde
a
percepção
com
a
preocupação
ambiental
foi
baixa,
como
no
caso
da
Argentina,
Turquia,
Grécia
e
China,
os
empresários
estão
mais
dispostos
a
abrir
mão
do
lucro
para
melhorar
o
meio
ambiente.
A
pesquisa
deixa
claro
que
o
lucro
não
é,
obviamente,
o
único
fator
que
conduz
as
práticas
empresariais.
Além
da
ética
e
da
preocupação
social
do
emprego,
agora
também
chama
a
atenção
o
meio
ambiente.
Restará
às
empresas
que
ainda
não
atentaram
a
esse
grande
assunto
rever
seus
planejamentos
e
inserirem-se
no
conceito
de
entidades
que
respeitam
o
meio
ambiente.
Sem
dúvida,
esse
ser&
aacute;
um
dos
fatores
importantes
no
sucesso
dessas
organizações.
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