Audiência de Sustentabilidade

 
       
     
 
       
 

Audiência de Sustentabilidade na SabespEm 19 de fevereiro, a Sabesp promoveu a quarta edição da série Audiência de Sustentabilidade. Desta vez, o encontro tratou da relação entre o esporte e o meio ambiente, destacando como pode ser a contribuição para a preservação e conservação dos recursos naturais por meio do incentivo à prática de esportes ligados diretamente à natureza e às competições realizadas em áreas a céu aberto.

A Associação Sabesp, parceira dos empregados há 35 anos, apresentou sua estrutura e realizações, principalmente em sintonia com o Programa de Qualidade de Vida, que tem foco na busca da melhoria da condição física dos profissionais.

Segundo o presidente da agremiação, Cláudio Borges, proporcionar a melhoria da saúde e envolver os profissionais da empresa nas atividades esportivas reflete diretamente na relação da empresa com seus clientes. "A Sabesp já possui a vocação de ser uma empresa voltada ao esporte e à preservação do meio ambiente e, por isso, criar mecanismos que contribuam para incentivar, ainda mais, esses conceitos por meio do esporte é função da Associação Sabesp", afirmou Borges, que, ainda, ressaltou a participação do voluntariado e as dimensões da entidade na empresa, "para se ter uma idéia, 90% das áreas da Associação ficam dentro das propriedades da Sabesp e, do total de funcionários da agremiação, cerca de dois mil fazem seu trabalho de forma voluntária. Esse fato demonstra o engajamento desses profissionais, que além de desenvolverem suas funções de trabalho, dedicam-se gratuitamente as atividades de nossa Associação".

O Programa Qualidade de Vida ganhou destaque e hoje é uma realidade em cada área da empresa. "A contribuição da Associação Sabesp para o sucesso desse trabalho é grande e fundamental para a empresa e seus empregados", afirmou o presidente Gesner Oliveira ao demonstrar as diversas atividades que estão sendo realizadas para controle do tabagismo, participação das sessões de ginástica laboral e a criação do Clube da Corrida e Caminhada, entre outras atividades.

 As práticas esportivas de competição realizadas em áreas livres e descobertas - como o Montanhismo, Ciclismo, Triathlon, Vôo Livvre e Canoagem - também ganharam destaque nesta edição da Audiência de Sustentabilidade. Para o coordenador do Programa Adote Uma Montanha da Federação de Montanhismo de São Paulo (FEMESP), Maurício Moreira de Souza, a criação desse trabalho foi importante para a conservação e proteção ambiental. "Foi uma forma de divulgar a modalidade como uma prática saudável, acessível e segura e promover, de maneira voluntária, a disseminação de conceitos ambientais para que o esporte possa ser realizado com o m ínimo impacto ao meio ambiente", concretizou.

Opinião compartilhada por Luiz Carlos Laghi Filho - presidente da Associação Brasileira de Vôo Livre, que, também, acredita que o esporte e a preservação ambiental estão intrinsecamente ligados. "Muitas vezes, percebemos que praticantes de outros esportes de montanha não respeitam os limites ambientais e destroem uma estrutura que, se não for conservada a tempo, não servirá mais para as próximas gerações". Aliás, um trabalho interessante prevê o patrulhamento da aérea da Serra do Mar."Esse é um lugar lindo, que poucas pessoas conhecem e de suma importância ambiental para São Paulo. Sua preservação tem de ser encarada como prioridade para todos. Não podemos deixar que um patrimônio ambiental desse seja destruído por pessoas que não têm consciência de sua importância", disse Laghi.

Durante sua explanação, Frederico Wilche - presidente da Federação Paulista de Triathlon - salientou a dificuldade de realizar-se provas na cidade de São Paulo por falta de uma estrutura mais adequada. A modalidade é praticada por três milhões de pessoas em todo mundo. No Brasil, são cerca de 50 a 70 mil simpatizantes ligados ao esporte, sendo que 35 mil residem em São Paulo. Em contrapartida, não há lugares estruturados para a realização de competições na cidade. A dificuldade em se organizar é visível.
"Por tratar-se de um esporte de rua, depende da autorização das prefeituras e de órgãos que cuidam do trânsito e da saúde pública, mas, principalmente, de espaços com segurança e áreas limpas".

Ainda segundo Wilche, as regiões litorâneas de São Paulo, também, não reúnem condições para a realização de etapas da modalidade. "No litoral de São Paulo, o problema está ligado à balneabilidade. Espero que com o trabalho que está sendo executado pela Sabesp, a qual contamos como uma parceira importante para disseminação do esporte, para despoluição, tenhamos condição de montar um cronograma de competições no litoral paulista", finalizou.

Encerrando o evento, em seu discurso, o presidente da Sabesp foi enfático ao afirmar que o comprometimento da Sabesp na melhoria das condições ambientais será fundamental para a disseminação de todas as práticas esportivas e, ainda, contribuirá para que as atividades tenham condições para serem realizadas em São Paulo. "Acredito que a razão de ser da Sabesp é a proteção do meio ambiental e vamos incentivar para que todos nossos colaboradores tornem-se agentes ambientais", finalizou Gesner Oliveira.

Depois, os participantes do encontro concorreram a brindes, como camisetas e uma bicicleta de 18 marchas.